A Cruz Vermelha foi forçada a cortar a ajuda humanitária em Ghouta, na Síria, depois de as forças do regime terem bombardeado a zona enquanto os trabalhadores humanitários ainda estavam no terreno.

A porta-voz do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Ingy Sedky, confirmou que o comboio teve de sair antes de descarregar todos os mantimentos devido à deterioração da situação de segurança. 

O comboio humanitário, com 46 camiões, chegou à cidade de Douma, em Ghouta, na segunda-feira. Foi o primeiro a chegar à região em semanas.

Chegou num dia em que pelo menos 50 civis morreram em Ghouta em bombardeamentos realizados pelo governo sírio.

As forças governamentais intensificaram os ataques na região, sitiada desde 2013, desde meados de fevereiro. Já morreram pelo menos 617 pessoas, incluindo 149 crianças, e o massacre teima em não cessar.

Há cerca de 400.000 pessoas que vivem encurraladas na região.

O alto comissário para os Direitos Humanos da ONU já veio dizer que a violência e os assassínios na região de Ghouta constituem provavelmente crimes de guerra e potencialmente crimes contra a humanidade.