O governo canadiano disse, no sábado, que iria aceitar 10.000 refugiados sírios dentro de um ano e que vai simplificar e acelerar o processo de candidatura na imigração.

Os agentes que tratam dos vistos vão deixar de pedir aos requerentes para provarem que são refugiados através de uma agência de refugiados das Nações Unidas e, em vez disso, vão “presumir que todos os que fogem de um conflito se encaixam na definição de refugiado, o que vai acelerar o processo”, disse em comunicado o Ministério da Imigração.

Em resultado, “antecipamos que o Canadá atinja a meta de reinstalar 10.000 sírios até setembro de 2016, cerca de 15 meses mais cedo do que o planeado. O compromisso do Canadá de reinstalar 23.000 iraquianos será também cumprido até ao final deste ano”, segundo a nota.

Em janeiro, o governo tinha afirmado que receberia 10.000 refugiados no espaço de três anos, mas, devido à pressão sobre a qual estão as restantes nações, o processo vai ser concluído 15 meses antes do prazo estabelecido.

O ministro para a imigração, Chris Alexander, já veio a público dizer que estes esforços vão custar cerca de 25 milhões de dólares ao governo, nos próximos dois anos.

Antes da campanha eleitoral começar no Canadá, o objetivo era acolher 11.300 refugiados sírios, 23.000 iraquianos. O primeiro-ministro, Stephen Harper, anunciou que, para além deste número, o Canadá iria receber mais 10.000 refugiados.