Familiares e amigos do artista sírio Youssef Abdelke, conhecido pelas suas pinturas e pelos ideais comunistas, lançaram uma campanha para exigir a sua libertação depois de ter sido detido na quinta-feira, pelas forças de Bachar al-Assad.

Youssef Abdelke foi detido na noite de quinta-feira, num posto de controlo dos serviços de segurança política perto de Tartous, cidade costeira do norte da Síria.

A detenção do pintor sírio, conhecido internacionalmente, aconteceu depois de o artista ter «passado metade da vida em prisões do regime e em exílio forçado», lê-se na página de Facebook que reclama a sua libertação.

«A sua detenção pode parecer insignificante, quando comparada à destruição e à violência sangrenta [que assola a Síria], mas é inaceitável», disse à AFP Hala Al Abdalla, diretora de cinema reconhecida, autora de «Eu sou o que leva flores à sua sepultura», e mulher de Abdelke.

Cristão sírio e responsável no Partido de Ação Comunista (interdito), Youssef Abdelke é ainda membro do comité de coordenação para a mudança nacional e democrática.

Dois outros dirigentes do Partido de Ação Comunista, Toufic Omrane e Adnane al-Debes, foram também detidos na quinta-feira.

Youssef Abdelke, de 62 anos, é um dos mais célebres pintores sírios, com quatro quadros expostos no British Museum, em Londres, e dois no Instituto do Mundo Árabe, em Paris.