O último “britânico” detido em Guantanamo regressou ao Reino Unido nesta sexta-feira, depois de 13 anos em cativeiro na prisão militar norte-americana em Cuba.
 
O saudita Shaker Aamer, casado com uma cidadã britânica, era suspeito de ser militante da Al-Qaeda, mas nunca foi acusado de qualquer crime enquanto esteve detido.
 
“Hoje é dia para lhe dar as boas-vindas e desejar que esteja bem de saúde e que possa, finalmente, juntar-se à sua família”, afirmou a diretora da Amnistia Internacional no Reino Unido, Kate Allen, em declarações à Sky News.
 
Em Washington, o Pentágono, através de comunicado, disse que reviu o caso de Shaker Aamer e concluiu que deveria ser libertado.
 
A libertação do suspeito saudita tinha sido autorizada pelas autoridades norte-americanas em 2007, mas só agora se concretizou. Alguns deputados britânicos afirmaram no início do ano recear que a demora na libertação de Aamer se devesse ao facto de constituir uma ameaça para os Estados Unidos depois de “ter visto demasiadas coisas” em Guantanamo.
 
Aamer, que estava no Reino Unido desde 1996, foi detido em 2001 no Afeganistão quando fazia voluntariado e entregue às tropas americanas, tendo sido transferido para a prisão militar na base naval norte-americana em Cuba, em 2202, segundo a ONG Reprieve.