A «madrinha da masturbação» está de volta. Após ter editado o bestseller «Sex for One», em 1973, Betty Dodson iniciou uma série de cursos em Nova Iorque, nos Estados Unidos. A autora, agora com 85 anos, pretende ajudar a geração pós «Sexo e a Cidade», que acredita ainda não estarem totalmente consciencializada no que concerne ao sexo.

«A maioria das pessoas nem sequer viu os seus genitais ao espelho. Veem os genitais e dizem 'eek!' ou 'ugh'», explica.

De acordo com o «The Guardian», o seu regresso causou entusiasmo entre a nova geração de mulheres norte-americanas, muitas das quais procuram a inspiração de outras da década de 1970, época em que os direitos das mulheres começaram a ser reivindicados.

Apesar de ter sido descrita como uma das «primeiras feministas» pela jornalista americana Gloria Steinem, Dodson sentia-se deslocada dos grupos de consciencialização da época.

«Sempre pensei que o sexo era uma questão prioritária. As feministas como Gloria Steinem pensavam que era algo privado», esclareceu.

«Eu sou viciada no romantismo do amor, como o resto das pessoas. É uma doença, eu não consigo descrever de outra forma. As pessoas têm medo do sexo porque dizem ser controverso. Mas eu sinto que é porque são conflituosas. Elas não querem masturbar-se porque estão à espera do príncipe encantado», acrescentou.

50 anos depois da revolução sexual, o trabalho de Dodson está a ser redescoberto por uma nova audiência.

«Na oficina compartilhamos os nossos orgasmos em grupo enquanto controlamos o clitóris», disse ela.

Segundo Dodson, o problema é que as mulheres estão «viciadas no romantismo»: «É a droga mais pesada do mundo e nós acabamos por fazer decisões difíceis por causa disso».

Betty acredita veemente que é possível ter relações sexuais de muita qualidade sem qualquer parceiro e irá agora educar uma geração que segundo ela é «acanhada» no que ao sexo diz respeito.