O Ministério francês dos Negócios Estrangeiros decidiu pedir o levantamento da imunidade diplomática a um adolescente congolês de 14 anos que agrediu sexualmente uma jovem francesa de 16, na terça-feira à tarde, nas ruas da localidade de Magnanville. O presumível agressor é filho de um conselheiro da embaixada da República Democrática do Congo e é suspeito de vários atos similares nos últimos dias.

De acordo com o jornal «Le Parisien», o jovem já tinha sido detido preventivamente, no final de maio, suspeito de ter cometido crimes semelhantes, mas foi libertado após 24 horas, por beneficiar da imunidade diplomática do pai. Os testes de ADN feitos ao adolescente pela polícia também foram destruídos. O rapaz terá cometido pelo menos cinco crimes de agressão sexual sobre menores e um ato de exibicionismo sobre uma idosa.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros decidiu agora intervir para que o jovem responda pelos atos cometidos. «Solicitámos oficialmente que seja retirada a imunidade diplomática a esta pessoa, de modo a que possa ser feita justiça em relação a estes factos graves», afirmou, esta quinta-feira, em conferência de imprensa, um porta-voz do Ministério.

O jovem, descrito como «desestruturado» e tendo «graves problemas psiquiátricos», foi preso a 27 de maio. Durante a noite, o pai dirigiu-se à esquadra e fez valer a imunidade diplomática.

«Tudo para, não há consequências, a justiça não fará nada. E se ele me tivesse violado seria a mesma coisa», lamentou uma das jovens agredidas. «Em última análise, o nosso estatuto de vítima não é reconhecido pelo Estado», lastimou.

Desde que foi posto em liberdade, o adolescente já reincidiu, ao obrigar uma jovem a beijá-lo e ao exibir o sexo diante de outra.