Se o calor aumenta o seu desejo sexual, saiba que não está sozinho. Vários estudos apontam que o interesse sexual aumenta no verão e que o número de nascimentos e de abortos mostram um aumento da atividade sexual no tempo mais quente.

De acordo com um estudo citado pelo site Quartz, nos Estados Unidos o interesse em sexo aumenta quer nos meses de verão, quer no Natal, tal como a venda de preservativos e testes para descobrir doenças sexualmente transmissíveis. 

Patrick Markey, professor de psicologia da Universidade de Villanova, descobriu que também as pesquisas feitas nesses mesmos períodos de tempo mostram um aumento de desejo sexual. Pesquisas por pornografia, prostitutas ou sites de encontros aumentam nos meses de verão.

No entanto, ainda não se conseguiu descobrir com clareza o que está por detrás deste aumento de interesse nos meses mais quentes do ano. 

Não sabemos se é algum tipo de mecanismos que sobra dos nossos antepassados que faz com que tenhamos este ciclo de acasalamento, ou se é algo que resulta das circunstâncias. Quando vemos o padrão ao longo de várias pesquisas isso mostra, ‘ok, existem ciclos de sexo’. Eles estão ali, definitivamente, só não sabemos porquê”.

O professor diz ainda que, apesar de ser plausível a evolução do acasalamento durante o verão, esta variação pode dever-se a teorias mais simples, que apontam apenas para mudanças no ambiente que nos rodeia.

Gosto da ideia do verão, quando saímos de casa, está calor, os alunos estão fora da escola, há mais encontros sociais a acontecer com menos roupa vestida”, afirma Markey, acrescentando que em dezembro o aumento da atividade sexual é justificado exatamente pelo contrário. “Estamos dentro de casa e não há mais nada para fazer”.

Enquanto as razões continuam por esclarecer, o psicólogo diz que as provas são “consistentes” e a tendência é clara em dados de milhões de pesquisas.

Na maior parte da ciência temos uma teoria e, depois, os dados para apoiar essa teoria. Aqui é exatamente o oposto. Temos dados que mostram a tendência e estamos a tentar chegar a uma conclusão em volta disto”, acrescenta.

É que, tal como no amor, “este dados não têm uma explicação conhecida".