O sequestro num café de Sidney, na Austrália, esta segunda-feira, terminou com a morte de três pessoas. Entre elas, o sequestrador, que foi abatido pela polícia. Há ainda quatro feridos hospitalizados, de acordo com a informação oficial divulgada pela polícia. 

Em resultado do tiroteio, «foi declarado no hospital o óbito de um homem de 50 anos.

Um outro homem de 34 e uma mulher de 38 foram declarados mortos no hospital.

Duas mulheres foram levadas para o hospital, mas não estão em perigo de vida. Um polícia também foi hospitalizado com ferimentos na cara, mas não corre perigo de vida.

Outra mulher está hospitalizada, atingida por uma bala no ombro.

Uma mulher de 35 anos foi levada para o hospital por precaução», pode ler-se no comunicado da polícia.


O documento informa ainda que foi aberta uma investigação ao caso. 

Em conferência de imprensa, o comissário da polícia, Andrew Scipione, informou de que foram feitas reféns «dezassete pessoas».

«Tomámos a decisão de entrar [no Lindt Chocolat Café] às primeiras horas de terça-feira, pois, caso não entrássemos, mais vidas poder-se-iam ter perdido».

A operação foi levada a cabo por agentes altamente treinados para estas situações.

O governador da Nova Gales do Sul, Mike Baird, com o «coração apertado», também falou aos australianos.

«Um ataque que nunca pensámos ver na nossa cidade (…). Esta cidade foi abalada pela tragédia nas últimas 24 horas».


Deixando uma palavra de conforto e acreditando que os australianos de Sidney estão unidos e que vão «superar juntos» a tragédia. 


O comunicado da polícia veio confirmar a informação já avançada por diversos órgãos de comunicação. 

   CNN: "Australian state broadcaster ABC reported...that two people were dead and three were in serious condition." - http://t.co/F6AdF3SWFZ
A polícia anunciou por volta das 02:30 da madrugada de terça-feira, 15:30 de segunda em Portugal, de que o «cerco ao café terminara», escreve o «Sydney Morning Herald».  A polícia entrou na madrugada de terça-feira (pela hora australiana) no café de Sidney onde várias pessoas foram feitas reféns e houve uma violenta troca de tiros. 

A CNN refere que a polícia terá abatido o sequestrador por receio de que o colete preto que trazia vestido tivesse explosivos. Não há, até ao momento, confirmação oficial da existência desses explosivos.

No local estiveram várias ambulâncias. Os paramédicos assistiram algumas pessoas no local. Os casos mais graves foram levados para o hospital. 

Os acontecimentos precipitaram-se quando, aparentemente, alguns reféns começaram a sair. O «Sydney Morning Herald» dá conta de que a troca de tiros e aparentes explosões iluminaram os céus da cidade australiana, passadas dezasseis longas horas desde o início do sequestro, levado a cabo por um homem de origem iraniana, com uma bandeira islâmica.

Man Maron Monis, que pediu asilo em 1996, é conhecido das autoridades australianas pelo envio de cartas ofensivas a família de soldados australianos mortos. Por conseguinte, foi condenado a prestar serviço comunitário.

O antigo advogado de Man Maron Monis disse à ABC Austrália que «esta foi uma ação individual. Não se trata de um ato terrorista concertado. É uma pessoa instável que fez algo muito grave». 

O repórter do SMH refere que os reféns saíram dois grupos do café, grupos de cinco e com as mãos no ar. Durante o tempo do sequestro, tudo apontava que estivessem no estabelecimento com perto de duas dezenas de pessoas.
 
 As famílias aguardam ansiosamente a reunião com os reféns num tribunal da cidade. Embora com o aparato ainda instalado na cidade, a chegada do dia traz uma relativa normalidade a Sidney, com os transportes a circularem normalmente, embora sem paragens na Martin Place, a praça onde fica situado o café.