A maioria das mulheres com cancro da mama não conhece pormenores da doença e o número aumenta quando as mulheres pertencem a minorias, de acordo com estudo publicado esta segunda-feira no jornal «Cancer», da Sociedade Americana de Cancro. Só 20% conseguem ter noção do que está em causa, ao pormenor.
 
As mulheres hispânicas e de cor negra têm uma maior dificuldade para descobrir e identificar as características do tumor do que as mulheres brancas, mesmo quando é tido em conta o nível económico e de literacia.

«Os nossos resultados demonstram a falta de conhecimentos que muitos pacientes têm sobre os seus cancros e a identificar necessidades críticas, apelando à melhoria da educação do paciente e à consciência sobre esta doença», explica o professor da Universidade de Medicina de Harvard, Rachel Freeman.

Ter conhecimento sobre as condições individuais de saúde ou o risco de contrair certas doenças pode ajudar na prevenção. Os doentes com cancro da mama têm uma taxa de sobrevivência de 89% nos Estados Unidos e de 84% em Espanha. Já a Mongólia tem a pior da classificação, com apenas 56%. Os valores podem diminuir com um melhor conhecimento do corpo e da doença.
 
O diagnóstico precoce permite detetar o tumor com dimensões muito reduzidas e sinalizar lesões que podem originar cancro da mama.

Por cá, segundo um estudo global promovido pelo Programa Nacional de Doenças Oncológicas, oito em cada 10 mulheres fazem rastreios regulares do cancro do colo do útero, mas16,8 por centonunca fizeram, sequer, uma citologia.