O FBI está a investigar o massacre desta quarta-feira em São Bernardino, Estado da Califónia, EUA, que vitimou 14 pessoas, como um ataque terrorista, avançou a Agência France-Presse, que cita fonte da investigação.

O diretor do FBI, James Comey, disse à agência que foram encontradas provas que apontam para "um ataque planeado" - e não impulsivo -, mas descarta, para já, a possibilidade do casal estar afiliado a um grupo maior, ou a uma célula terrorista.

“ Até agora não temos indicação que estes assassinos fizessem parte de um grupo maior, ou parte de uma célula”, disse James Comey.


Esta sexta-feira, também fonte do Governo já tinha descartado a possibilidade de envolvimento do Estado Islâmico no planeamento do tiroteio. A fonte oficial disse, à Reuters, que as buscas na casa do casal suspeito, e morto pela polícia, não revelaram ligações ao Estado Islâmico, ou a qualquer outro grupo terrorista internacional.

O oficial do Governo norte-americano, que preferiu manter o anonimato, contou que não há nada que aponte para que o Estado Islâmico “soubesse sequer quem eles eram”.

As suspeitas de ligação ao EI tinham sido avançadas pelas autoridades norte-americanas que acreditavam que a mulher, Tashfeen Malik, fez uma publicação no Facebook, onde jurava fidelidade ao líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi.

Os investigadores pensam que a publicação foi feita pela autora dos ataques, no momento em que estavam a decorrer, usando um nome diferente. 

De acordo com a CNN, a polícia não adiantou como tinha apurado que Tashfeen Malik seria a autora da publicação. 

Esta quinta-feira, também a CNN tinha avançado que o homem, Syed Rizwan Farook, mantinha contacto com vários extremistas islâmicos por telefone e pelas redes sociais

Fonte próxima do Governo da Arábia Saudita disse, no entanto, à Reuters, que a mulher não estava em qualquer lista de suspeitos ligados ao terrorismo, nem nunca chamou a atenção das autoridades enquanto viveu no país.