O vice-presidente da Samsung Electronics, Lee Jae-Yong, vai ficar em prisão preventiva depois de ter regressado ontem a tribunal para reavaliação do mandato de prisão. Em causa, novas provas contra o empresário, num processo que está a manchar a imagem da gigante de tecnologia e eletrónica sul coreana.

Lee Jae-Yong, que é filho do presidente do grupo Samsung, atualmente afastado da liderança por doença, é acusado de suborno e outros delitos relacionados com um escândalo de corrupção política que provocou o 'impeachment' do presidente Park Geun-Hye [processo político-criminal instaurado por denúncia no Congresso de um país para apurar a responsabilidade do Presidente da República, e que pode levar à sua queda, como aconteceu no Brasil com Dilma Rousseff].

Segundo a acusaçõão, Lee terá pago 37,6 milhões de euros em subornos a um confidente do presidente Park em troca de favores de políticos.

 "É necessário prender (Lee Jae-Yong) à luz de uma acusação criminal, recentemente adicionada ao processo, e de uma evidência nova", disse o porta-voz do Tribunal citado pela agência AFP

Em comunicado, o grupo também reagiu: "Faremos o nosso melhor para garantir que a verdade seja revelada nas futuras idas a tribunal".

Lee já estava preso num centro de detenção antes de ser deliberado este mandato prisão. E permanecerá sob custódia enquanto aguarda julgamento, provavelmente, só dentro de alguns meses.

Segundo a AFP, a acusação pretende convocar Lee para novo interrogatório este sábado, o que aumenta a possibilidade do empresário ser visto em público algemado. Uma visão rara na apelidada "República da Samsung", devido ao enorme poder de 'lobby' que o grupo tem.

Lee, filho do chefe do grupo Samsung, Lee Kun-Hee, foi interrogado várias vezes sobre seu suposto papel no escândalo. O homem de 48 anos, descrito como um dos principais suspeitos, evitou ser preso no mês passado, depois que o tribunal decidiu que não havia provas suficientes.