A mais antiga pirâmide do Egito, Saqqara, está a ser destruída pela equipa contratada para a restaurar, segundo testemunhas no local, citadas pelo jornal «Egypt Independent».

Durante um processo de restauração anterior, feita pela mesma empresa, uma grande deterioração da pirâmide levou ao colapso de uma das partes que a constituía. No entanto, o incidente não impediu que o governo egípcio voltasse a contratar a mesma equipa para um novo processo de restauração.

Agora, os ativistas lançaram um ataque ao Ministro das Antiguidades do país, Mamdouh al-Damaty.

A empresa em causa, «Shurbagy», tem trabalhado na restauração da pirâmide há cerca de nove anos. Amir Gamal, líder do movimento de ativistas. afirmou que nenhum dos seis projetos da «Shurbagy» foram elaborados com sucesso e acusa-a mesmo de ter cometido um crime.

«Tecnicamente, a empresa cometeu um crime. Foram construídas novas paredes no exterior da pirâmide como se a pirâmide fosse uma construção moderna, o que vai contra todas as normas internacionais de restauração», justificou.

A pirâmide tem mais de 4600 anos e foi construída pelos antigos egípcios na altura do Faraó Djoser que governou entre 2686 e 2613 a.C.. Localiza-se a cerca de 30 quilómetros da cidade do Cairo e apresenta uma área com mais de seis quilómetros de comprimento e um quilómetro e meio de largura.