A Rússia reviu a sua doutrina militar, segundo foi anunciado esta sexta-feira pelo Kremlin. Vladimir Putin passa agora a classificar a NATO como uma das principais ameaças para o país por si liderado.

Putin considera-a a Organização do Tratado do Atlântico Norte um inimigo, por causa da expansão das suas capacidades militares. O crescimento da NATO e as suas investidas na intermediação do conflito entre Moscovo e Kiev, bem como  a «desestabilização em várias regiões» - assim, genericamente referenciada - são desafios que a Rússia tem pela frente, segundo o documento citado pela Reuters.

 Isso, do ponto de vista externo. Já dentro de fronteiras, os principais riscos prendem-se, igualmente, com a «desestabilização» do país e, por outro lado, com as atividades terroristas.

A revisão da doutrina de 2010 surge, de resto, poucos dias depois de a Ucrânia ter renovado esforços para se juntar à Aliança Atlântica.

E, embora o documento original também advertisse para o risco de expansão da NATO, a revisão insiste mais nesse ponto, alertando para aumento acentuado dos riscos.

Na semana passada, a Rússia renovou as ameaças contra a Ucrânia, no que toca ao fornecimento de gás e, ao mesmo tempo, acenou à NATO no mesmo tom, caso as esperanças do país inimigo se concretizarem e a Ucrânia entre mesmo para a organização. O clima continua a lembrar o dos tempos da Guerra Fria.