O avião russo que caiu no Egito em outubro tinha a bordo uma bomba que o fez explodir, anunciou esta terça-feira o serviço federal de Segurança da Rússia,.

As autoridades russas que analisaram os destroços encontraram vestígios de explosivos. O chefe do serviço de segurança, Alexander Bortnikov, não teve dúvidas em classificar o que aconteceu, numa reunião presidida pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, segundo uma declaração do Kremlin, e que é citada pela Reuters:

"Pode-se dizer de forma inequívoca que foi um ato terrorista"


Putin garante que vai encontrar os responsáveis pelo acidente, tendo dado ordens aos serviços especiais para que se foquem na busca pelos criminosos. Ao mesmo tempo, anunciou que vai reforçar os ataques aéreos na Síria, onde está enraizado o Estado Islâmico.

“A ação militar da nossa aviação na Síria, não só deve ser continuada, como também intensificada, para que os criminosos percebam que a punição é inevitável”


Entretanto, as autoridades egípcias anunciaram que detiveram dois funcionários do aeroporto de Sharm al-Sheikh, alegadamente ligados ao acidente. Igualmente citado pela Reuters, fonte oficial indicou que 17 pessoas estão a ser investigadas, mas duas já foram mesmo consideradas suspeitas de terem ajudado a colocar a bomba dentro do avião e estão sob custódia policial. 
      
O Comité Interestatal da Aviação russa também já tinha concluído, depois de analisar as caixas negras do avião A321, que não foi uma falha mecânica que provocou o acidente. 

Os investigadores egípcios também estavam 90% certos de que teria havido bomba. Chegou agora a confirmação, por parte das autoridades russas. 

O airbus A321 da companhia Metrojet, com destino à cidade russa de São Petersburgo, caiu no final de outubro sobre a zona do Sinai logo após ter descolado a partir do aeroporto de  Sharm El Sheikh, com 224 pessoas a bordo. Todas morreram.