O novo parlamento da Ucrânia elegeu, esta quinta-feira, Arseny Yatsenyuk para um novo mandato como primeiro-ministro, seguindo a sugestão do presidente Petro Poroshenko e a nova coligação do parlamento.

Segundo a agência Reuters, um total de 341 deputados dos 450 do parlamento votaram a favor de Yatsenyuk para PM, posto que ocupa interinamente desde que Viktor Yanukovich foi deposto em fevereiro, quando «rebentou» a crise no país.

A assembleia ucraniana também elegeu o vice-primeiro-ministro Volodymyr Groysman como porta-voz do parlamento, posto que substitui o presidente do Estado se este deixar o Governo.

Na primeira sessão do novo parlamento, o presidente Petro Poroshenko deixou, também, a recomendação de que a Ucrânia não se deve tornar um Estado Federal. Poroshenko diz que 100% dos ucranianos preferem uma nação sem divisões, numa clara resposta aos separatistas do Leste.
 
«Estes são os nossos votos para todos os do Este e Oeste que aconselham a federalização [da Ucrânia]», disse sarcasticamente.
 
Poroshenko disse, ainda, que toda a situação no Leste, e a as alegadas intromissões da Rússia, estão a encorajar uma futura proposta para a Ucrânia integrar a NATO.
 
Este pode ter sido um dos temas discutidos com o presidente russo Vladimir Putin pelo telefone, esta quinta-feira, numa conversa sobre as relações bilaterais entre os dois países, cujo conteúdo não foi revelado.
 
União Europeia adiciona 13 separatistas à lista de sanções
 
Também esta quinta-feira, a União Europeia decidiu adicionar 13 separatistas do Leste ucraniano e cinco organizações à lista de alvos de sanções económicas.
 
Os nomes dos visados, que terão bens congelados e ficarão sujeitos a restrições de viagens serão conhecidos no sábado, quando forem publicados no jornal oficial da UE.