Roman Polanski compareceu hoje, à porta fechada e durante cerca de nove horas, perante um tribunal de Cracóvia, no Sul da Polónia, devido ao pedido de extradição apresentado pelos Estados Unidos por um crime de abuso sexual.

«Foi esgotante e, de certo modo, doloroso, já que tive de voltar a recordar algo que preferia manter no esquecimento», declarou brevemente o realizador polaco à imprensa à saída do julgamento, que tem por detrás um delito de abuso sexual contra uma menor de 13 anos cometido na Califórnia em 1977.

Os magistrados ainda não tomaram uma decisão sobre a entrega de Roman Polanski às autoridades dos EUA, devendo o processo demorar ainda várias semanas.

O realizador reiterou a sua «confiança» na justiça polaca e declarou à comunicação social esperar que o processo não impeça a rodagem de uma película que pretende filmar na Polónia a partir do próximo mês de julho, uma longa-metragem inspirada no escândalo de espionagem de Alfred Dreyfus.

Nos últimos meses, Polanski tem passado temporadas na sua Cracóvia natal, onde alugou o apartamento em que passou a sua infância.

A presença do realizador na Polónia foi aproveitada pelos EUA para solicitar a sua extradição.