O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, ameaçou matar uma centena de polícias acusados de corrupção e abuso de poder, divulgou esta quarta-feira a presidência filipina num comunicado.

Vocês são inúteis para mim e um flagelo para a sociedade”, afirmou Rodrigo Duterte, na terça-feira à noite no palácio presidencial.

De acordo com o comunicado, citado pela agência de notícias espanhola Efe, esta é a segunda vez que o presidente filipino convoca “polícias acusados de corrupção ou más práticas” para os avisar publicamente, dado que as imagens foram gravadas e transmitidas repetidamente na televisão filipina.

Em fevereiro do ano passado, Rodrigo Duterte chamou cerca de 200 polícias a Malacañang, em Manila, acusados de mau comportamento, no auge da guerra contra as drogas que expunha as práticas abusivas da polícia.

Segundo o comunicado, citado pela Efe, entre os agentes que foram na terça-feira ao palácio presidencial, havia três que já cumpriam pena de prisão “e saíram por algumas horas” apenas para participarem neste ato intimidatório do presidente.

Entre os crimes cometidos pelos polícias convocados pelo presidente filipino, estão roubo, extorsão, detenção ilegal grave, sequestro, violação, abusos de poder ou abandono do trabalho sem permissão.

Duterte referiu que os agentes envolvidos no narcotráfico e no crime organizado serão vigiados por uma “unidade especial” que irá controlá-los até ao fim da vida.

O presidente das Filipinas empreendeu uma campanha de limpeza dentro da polícia nacional e teve que separar por alguns meses o órgão de segurança da campanha contra as drogas pelos seus abusos e práticas corruptas.

Segundo dados oficiais, citados pela Efe, mais de 4.500 pessoas foram mortas na campanha de combate às drogas pela polícia, embora organizações de direitos humanos aumentem esse número para 12.000 ou 15.000 pessoas assassinadas no âmbito das operações, cujas regras terão sido arbitrárias.