Vários grupos armados na República Centro-Africana (RCA) estão, ao longo dos quase cinco anos de conflito, a usar a violência e escravidão sexual como táticas de guerra, denuncia um relatório da Human Rights Watch.

Os comandantes desses grupos têm "tolerado" a atuação por parte dos seus soldados, havendo casos em que são os próprios líderes que o ordenam, lê-se no documento

Mais grave ainda é que há relatos de que são os próprios comandantes a cometer tais atos na República Centro-Africana, onde a missão de manutenção de paz das Nações Unidas, MINUSCA, integra militares portugueses.

O conflito na República Centro-Africana corre o risco de ser o palco de mais um genocídio. Neste país, as pessoas são mortas quando tentam precisamente fugir da morte, procurando refúgio em hospitais, um destino onde já não chegam.

A TVI emitiu, em setembro, emitiu uma grande reportagem sobre o conflito na República Centro-Africana. Os militares portugueses que regressaram há dias do país, confrontado há 4 anos com uma guerra civil, étnica e cada vez mais religiosa.

Os repórteres Rui Araújo e Rui Pereira acompanharam, durante semanas, em Bangui, a capital e também no mato, o quotidiano da primeira força nacional ao serviço das Nações Unidas: 160 militares, incluindo 111 comandos.

Em "A Guerra Esquecida", podemos ver os portugueses naquele teatro de operações e, sobretudo, o retrato de um conflito que, segundo as Nações Unidas, corre o risco de ser o  palco de mais um genocídio.