O clima global vai-se tornar cada vez mais extremo, com o planeta a assistir ao aumento das temperaturas, aos níveis do mar mais elevados e a cheias, é o que concluí um relatório publicado pela Royal Society.
 
O inquérito de 124 páginas, «Resiliência a condições meteorológicas extremas», detalha de forma abrangente o que podemos esperar nos próximos 100 anos e a melhor forma de enfrentar os desafios que se colocam.
 
As pessoas mais vulneráveis, os idosos e aqueles que vivem em extrema pobreza, terão de enfrentar um risco crescente das mudanças climáticas. O relatório de impacto foi calculado estimando as possibilidades de pessoas que estão a ser afetadas por inundações, secas e ondas de calor em todo o mundo.
 
Os cientistas explicam que o clima, nos próximos cem anos, só pode piorar. O impacto das inundações deverá quadruplicar enquanto os verões quentes vão aumentar 10 vezes.
 
O relatório avisou que a variabilidade natural do clima mundial indicou que pode haver ainda mais «extremos sem precedentes, o que significa que o passado não pode continuar a ser uma boa analogia para o futuro.»
 
Os resultados da pesquisa indicam os eventos meteorológicos fora do normal, como a onda de calor britânica de 2003, que matou milhares de pessoas idosas e levou o país a um impasse, podem tornar-se mais comuns.
 

«Medimos a exposição dos indivíduos. Que sobe por causa dos eventos mais extremos e porque o tamanho das populações vulneráveis aumenta», disse o professor Peter Cox, da Universidade de Exeter, um dos autores do relatório, ao The Independent.

 
Os investigadores definiram uma onda de calor, como uma corrida de cinco dias durante os quais temperaturas noturnas etsão pelo menos 5 graus acima do normal.
 
O relatório recomenda os governos a desenvolver estratégias de resiliência, permitindo a troca de informações e dados. Sugere também que os fundos nacionais devem ser direcionados para a preparação do alívio do desastre.
 
A publicação surge um dia depois do sexto aniversário da Lei Mudança Climática, que recebeu o apoio de todos os partidos e resultou numa resposta pragmática a alertas científicos e económicos.