O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair reiterou este domingo desculpas parciais pela guerra no Iraque, reconhecendo alguma responsabilidade pelo aparecimento do autodenominado Estado Islâmico (EI).

“Posso pedir desculpas pelo facto das informações fornecidas pelos serviços secretos serem falsas”, disse o antigo primeiro-ministro trabalhistas Tony Blair ao canal de televisão CNN.


No entanto, argumentou ser difícil sentir necessidade de se desculpar pela queda de Saddam Hussein: “Mesmo hoje em 2015, julgo que é melhor ele não estar lá”.

As críticas a estas declarações de Blair não se fizeram esperar. Está a ser acusado de uma tentativa de se adiantar às críticas que se prevêem que surjam quando o relatório do inquérito Chilcot for conhecido. 

"A operação de dar a volta à história por parte de Tony Blair começou, mas o país continua à espera da verdade", afirmou a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, num post no Twitter. 

  O atraso na divulgação dos resultados do inquérito tem sido alvo de fortes críticas, nomeadamente da parte dos familiares daqueles que morreram na guerra no Iraque. A demora está a ser encarada como uma forma de contornar a divulgação da verdade.