Theresa May reuniu-se com a rainha de Inglaterra esta sexta-feira de manhã e anunciou que vai formar governo, apesar de não ter conseguido a maioria absoluta nas eleições desta quinta-feira.

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A primeira-ministra britânica garantiu que o novo governo irá "fornecer certeza" e manter o país "seguro" e irá conduzir o Reino Unido durante as negociações para o Brexit.

Formarei governo para providenciar certezas e levar o país para a frente. O que o país precisa, mais do que nunca, é de certezas. Tendo conseguido o maior número de votos e de deputados, está claro que os Conservadores e os Unionistas têm legitimidade para tal", afirmou Theresa May, à saída do Palácio de Buckingham.

Sobre o necessário apoio dos Unionistas no parlamento, força política que defende a manutenção da Irlanda do Norte no seio do Reino Unido, Theresa May fez questão de os considerar como "velhos amigos".  

Continuaremos a trabalhar especialmente com os nossos amigos do Partido Unionista Democrático. Os nossos dois partidos têm desfrutado de um forte relacionamento ao longo de muitos anos, o que me dá confiança para acreditar que seremos capazes de trabalhar em conjunto para os interesses do Reino Unido", frisou a primeira-ministra.

Analistas preveem que o apoio parlamentar dos Unionistas terá como preço a pagar pelos Conservadores, a garantia de que a Irlanda do Norte não terá um estatuto especial após o Brexit, que deixe em aberto uma future independência do Reino Unido.

Sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, cuja data de início de negociações é o próximo dia 19, Theresa May assumiu que irá conduzir o processo. 

Isto permitir-nos-á a nos unirmos como país e canalizar todas as nossas energias para uma negociação com sucesso do Brexit que sirva todos neste país, mantendo uma nova parceria com a União Europeia que garanta uma prosperidade a longo prazo. Foi o que as pessoas escolheram em junho do ano passado e é isso que iremos levar em diante. Agora, vamos trabalhar", conclui a primeira-ministra britânica.

 

A primeira-ministra confirmou que há um acordo com os Unionistas do DUP, afirmando que vai trabalhar "em particular" com os "amigos" deste partido, devido a uma "forte relação" que se construiu "durante muitos anos".

Resta saber se, na mão, levará uma coligação formal ou um acordo para um apoio parlamentar.

"Agora, vamos trabalhar!", terminou assim a pequena intervenção.