John Worboys, um dos maiores criminosos sexuais do Reino Unido, acusado de violar mais de 100 mulheres, saiu em liberdade, depois de cumprir menos de 10 anos de cadeia.

John Worboys, agora com 60 anos, era um antigo stipper, que se tornou taxista. Entre 2002 e 2008, terá levado a cabo mais de 100 violações e abusos sexuais, no banco de trás do seu táxi. O homem daria champanhe adulterado às vítimas, deixando-as vulneráveis, e violava-as de seguida.

Em 2009, foi condenado por 19 crimes. A condenação obrigava-o a cumprir pelo menos oito anos de cadeia. Já depois de ter sido condenado, muitas mulheres ganharam coragem e denunciaram-no também. Nesta altura, o número de mulheres que diz ter sido vítima do taxista já ultrapassa a centena.

Worboys passou quase 10 anos atrás das grades, incluindo o período de prisão preventiva.

O tribunal de execução de penas do Reino Unido aprovou agora a sua liberdade condicional, pedida em novembro último. As condições para a sua libertação são muito “restritas”, de acordo com os responsáveis da comissão que analisou o caso. Entre as medidas impostas para que saia em liberdade condicional, Worboys tem de se apresentar semanalmente às autoridades e não pode contactar com nenhuma das vítimas.

A libertação de John Worboys provocou uma enorme polémica no Reino Unido e levou já o responsável pela comissão do Tribunal de Execução de Penas encarregue do caso a pedir desculpas às vítimas. Aparentemente, o tribunal teria de alertar todas as vítimas do homem, antes de decidir a sua libertação. Contudo, há mulheres que asseguram que souberam da decisão pelos jornais.

O responsável pela comissão, Nick Hardwick, assegura que a decisão tomada é a mais correta: Worboys cumpriu a pena mínima a que tinha sido condenado, pagou a sua dívida à sociedade e está regenerado. Hardwick está convicto que Worboys não vai voltar a atacar mulheres. Contudo, o responsável admite que o caso carece de uma maior transparência e pede desculpa às vítimas que não foram alertadas para a sua libertação.

Mas o Ministério Público duvida também da eficiência da decisão e pede que a comissão de execução de penas que analisou o caso torne públicas as razões que a levaram a tomar tal decisão.