Conforme manda o protocolo, David Cameron reuniu-se com a Rainha de Inglaterra, depois de ter vencido as eleições desta quinta-feira, 7 de maio, com maioria absoluta, elegendo 331 deputados dos 650 círculos eleitorais. Logo depois anunciou que vai formar  governo e cumpre a promessa que fez na campanha eleitoral, ao anunciar que vai realizar um referendo sobre a saída ou permanência do Reino Unido na União Europeia.

"Vou agora formar um governo conservador maioritário"


O primeiro-ministro britânico continuará no poder ainda mais confortável, já que, contra todas as expectativas, pode dar-se ao luxo de prescindir de coligações. À porta do número 10 de Downing Street, começou por agradecer precisamente a todos aqueles que trabalharam  na coligação de 2010, "em particular" a Nick Clegg, o líder dos Liberais Democratas, que agora se demitiu.

Também agradeceu a Ed Miliband, o principal rival nestas eleições, afirmando que o líder dos Trabalhistas é alguém que está "no serviço público por todas as razões certas". Foi o principal derrotado destas eleições, uma vez que só conseguiu eleger  232 deputados. Perdeu muito: 48 assentos no parlamento. 

3 promessas aos britânicos


- Governar o Reino Unido como uma só nação;

- Entregar o referendo sobre integração na União Europeia;

- Implementar a devolução de poderes à Escócia.

Foram estas as três garantias que deixou no seu primeiro discurso como vencedor oficial destas eleições. Cameron, que era um líder para substituir, à luz das sondagens que davam como certa uma disputa taco a taco com os Trabalhistas, surpreendeu. Ficou eufórico. E com ainda mais poder do que em 2010. 

Cameron realçou, ainda, as "habilidades e criatividade incomparáveis" dos britânicos, dizendo que isso permitirá "construir um futuro ainda mais orgulhoso", "uma Grã-Bretanha ainda maior".

"Estamos no encalço de algo especial neste país." "Podemos fazer da Grã-Bretanha um lugar onde uma boa vida está ao alcance de toda a gente que está disposta a trabalhar e fazer as coisas certas."


Precisou de apenas sete minutos para discursar, agradecer e garantir que vai cumprir as promessas que fez aos britânicos. Tem mais cinco anos pela frente.