Os britânicos decidiram pela saída do Reino Unido da União Europeia, está decidido para David Cameron, que excluiu, nesta segunda-feira, a possibilidade de realizar-se um segundo referendo.

A garantia foi dada aos jornalistas pelo porta-voz do primeiro-ministro demissionário, que renunciou ao cargo após a vitória do “Brexit”.

O assunto não está sequer em cima da mesa. Houve um resultado decisivo [no referendo] e o Governo está, agora, focado na discussão dos termos da saída.”

A clarificação da posição de David Cameron surge numa altura em que uma petição para um segundo referendo cresce em número de assinantes e numa altura em que a cidade de Londres se junta à Escócia na vontade de permanecer na União Europeia.

Hoje teve lugar a primeira reunião de gabinete após o “Brexit”, onde ficou estabelecida a necessidade de criação de um grupo especial para negociar a saída, confirmaram os ministros à imprensa.

No entanto, as negociações formais só podem ser encetadas depois de o Reino Unido acionar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que permitirá uma janela de dois anos para a conclusão do processo.

David Cameron já tinha dito que não tencionava acionar o Artigo 50 e que esta seria uma tarefa para o novo primeiro-ministro, que deverá sair das eleições do partido Conservador em outubro.

Durante a tarde, o ainda chefe do Governo vai estar na Câmara dos Comuns, onde prestará as primeiras declarações depois do anúncio da demissão na sexta-feira passada.

Entretanto, o Partido Conservador anunciou que o novo líder e, consequentemente primeiro-ministro, deverá ser eleito o mais tardar até 2 de setembro e que o processo eleitoral deve iniciar já na próxima semana. Os conservadores defendem, ainda, que as negociações com a União Europeia devem, igualmente, iniciar-se o mais rapidamente possível e não depois do ato eleitoral de outubro, como é desejo de David Cameron.