O primeiro-ministro da República Checa quer que a Comissão Europeia privilegie soluções a longo prazo para fazer face à crise de migrantes e refugiados que atravessa a Europa, ao invés de se focar numa iniciativa de quotas obrigatórias. A posição de Bohuslav Sobotka surge, esta quarta-feira, depois de o Presidente da Comissão Europeia ter apresentado uma proposta que inclui a distribuição de mais 120 mil refugiados pelos estados membros.

Para o chefe do executivo checo, as quotas obrigatórias de acolhimento de refugiados "não são uma boa solução" e discutir a medida impede que a Europa dê "passos necessários" para resolver a crise.

Bohuslav Sobotka afirmou, em comunicado, que a Europa deve trabalhar as medidas que já acordou para dar resposta ao problema.

"É necessário passar das mesas de negociação à ação e trablhar nessas medidas que já aprovámos com outros líderes da União Europeia nos últimos meses."


O governante propôs que a União Europeia reforce a proteção das fronteiras do espaço Schengen e a proteção dos pontos de acesso em fronteiras externas, de modo a assegurar uma maior segurança dos estados membros.

A oposição da República Checa às quotas obrigatórias de refugiados já tinha sido sublinhada na semana passada. Num comunicado conjunto, os quatro países do Grupo de Visegrád - República Checa, Hungria, Polónia e Eslováquia - rejeitaram qualquer sistema de quotas obrigatórias para aceitar migrantes. 

Os governantes dos quatro países consideraram "inaceitável" qualquer proposta "que conduza à introdução de quotas obrigatórias e permanentes"