A operação militar da União Europeia para desmantelar as redes de tráfico de migrantes iniciou nesta quarta-feira com embarcações europeias a patrulharem as águas internacionais no Mediterrâneo em busca de membros da chamada “máfia do mar”.

A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, anunciou no mês passado que a ‘Navfor Med’, uma operação lançada para desmantelar as redes de tráfico, iria entrar na sua segunda fase.

A primeira fase, que essencialmente implicava a recolha e análise de informação sobre as redes de tráfico, funciona desde junho.

Seis navios estão já em águas internacionais ao largo da Líbia, um dos pontos de partida dos barcos com migrantes, incluindo um porta-aviões italiano, uma fragata francesa, uma britânica e uma espanhola, além de dois navios alemães.

Pelo menos outras três embarcações das marinhas da Bélgica, Reino Unido e Eslovénia são esperadas no final do mês para completar a operação, que inclui também quatro aeronaves e 1.318 efetivos.

A União Europeia deu luz verde à operação em águas internacionais em setembro, mas os navios não estão, por enquanto, autorizados a perseguir traficantes em águas líbias.
 

Assistência internacional aos sírios “totalmente inadequada”


Os esforços globais para ajudar os sírios, dentro ou fora do país, mostraram ser “totalmente inadequados”, acusou a organização internacional Oxfam, num relatório divulgado nesta quarta-feira.

O relatório “Solidariedade com os sírios” analisou a assistência e oportunidades de reinstalação para os refugiados disponibilizada por mais de 28 países e concluiu que apenas “uma mão cheia” tem estado a fazer a sua parte.

“A comunidade internacional está a mostrar-se totalmente inadequada na ajuda aos sírios, tanto dentro como fora do seu país”, disse a Oxfam.

A organização criticou países como a Rússia, que não acolheu qualquer refugiado sírio e apenas contribuiu 1% da sua “quota justa” para ajuda humanitária, e a França, que contribuiu 22%. “A resposta, em termos de assistência, é deficiente devido à falta de fundos, ou, mais precisamente, à falta de vontade política para libertar fundos”, disse Andy Baker, que lidera a resposta da Oxfam à crise síria.

Para a Oxfam, as únicas exceções, além dos países vizinhos da Síria que acolheram a maioria dos refugiados, são a Noruega e a Alemanha.