Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia reúnem-se esta quarta-feira em Bruxelas numa cimeira extraordinária para debater soluções para a maior crise migratória registada na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Depois do acordo sobre a distribuição de 120.000 refugiados adotado na terça-feira apesar da oposição de países do leste europeu, os dirigentes europeus deverão hoje, a partir das 16:00 locais (15:00 de Lisboa), esforçar-se por atacar as raízes do drama dos migrantes e propor soluções conjuntas.

Antes da cimeira de emergência, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, participam, pelas 13:00 locais (12:00 em Lisboa), numa reunião do grupo do Partido Popular Europeu (PPE, direita) no Parlamento Europeu.

Esta cimeira europeia, centrada na ajuda a fornecer a países terceiros para deter o fluxo de requerentes de asilo, é classificada pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) como “a última oportunidade”.

Os mais recentes números fornecidos pela Organização Internacional das Migrações (OIM), divulgados na terça-feira em Genebra, apontam para a existência de 467.153 migrantes e refugiados chegados à Europa desde o início do ano após travessia do mar Mediterrâneo e 2.870 mortos ou desaparecidos.

À Grécia, chegaram este ano 336.968 (cerca de 175.000 são sírios e 50.000 afegãos) e na Itália entraram 127.266 (cerca de 30.000 procedentes da Eritreia, 15.000 da Nigéria e 6.000 da Síria).