O Ministério Público turco pediu hoje 35 anos de prisão para dois alegados traficantes de pessoas acusados da morte do menino cujo cadáver deu à costa e se tornou símbolo da crise de refugiados da Síria.

Segundo a agência de notícias estatal, Anatolia, os suspeitos, ambos sírios, são acusados de “causar a morte por negligência deliberada” e de “tráfico de migrantes”, depois de cinco refugiados sírios, entre os quais o menino curdo de três anos Aylan Kurdi, terem morrido quando o barco em que seguiam naufragou, em setembro, quando se dirigiam para a Grécia.

A visão do corpo de Aylan, virado para baixo na areia, na zona de rebentação de uma praia ao pé da estância balnear de Bodrum, no sudoeste da Turquia, desencadeou manifestações de indignação por todo o mundo, o que pressionou os líderes europeus a começar a lidar com a crise dos refugiados.

A família de Aylan viu-se forçada a mudar-se várias vezes durante o conflito sírio: de Damasco para Aleppo, de Aleppo para Kobani. Acabou por deixar o país em 2012 e mudou o apelido "Shenu" para "Kurdi", de modo a poder ser usado na Turquia, sem problemas, por causa da sua origem étnica.

Depois de tanta luta por uma vida melhor para a sua família, Abdullah Kurdi ficou sozinho e quis voltar ao seu país para dar um funeral digno à sua família e ficar onde ela está sepultada..