Dados oficiais mostram que houve um grande aumento do fluxo migratório na Grã-Bretanha. No ano de 2014 migraram menos 31 mil pessoas do que em 2015. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (ONS), escreve a Reuters.
 
O Primeiro-ministro, David Cameron, está a passar por momentos de grande tensão, numa altura em que o Brexit é mesmo uma possibilidade. Após o acordo com Bruxelas, os britânicos vão decidir em junho se querem sair ou ficar na União Europeia, através de um referendo.
 
Para tentar controlar os efeitos do número elevado de migrantes, David Cameron preferiu negociar um acordo para restringir pagamentos estatais aos recém-chegados. Por exemplo, polacos que estejam a trabalhar em Inglaterra não têm subsídio de saúde até perfazerem quatro anos de residência no país.
 
O Primeiro-Ministro já defendeu publicamente o acordo alcançado com Bruxelas e apelou à permanência do país na União Europeia.
 
As últimas sondagens mostram que a vontade dos ingleses permanecerem na Europa lidera, mas com uma pequena margem. O Presidente da Câmara de Londres, Boris Johnson, a figura mais popular da campanha do "não", tem como tentativa a de ganhar votos do grupo de eleitores indecisos.
 
O Partido Conservador está profundamente dividido sobre a questão da União Europeia.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou ainda que a incerteza quanto ao referendo sobre a permanência do Reino Unido pode ter forte influência negativa dos investimentos no país.