Constança Cunha e Sá afirmou, em entrevista à TVI24, que os credores “querem fazer da Grécia e do Syriza uma vacina contra todos os outros movimentos que possam aparecer por essa Europa fora”, mas que a vitória do “não” vai trazer o resultado oposto.

A comentadora confessou que estava à espera que fosse o “sim” a ganhar, “não só pela pressão brutal que foi feita à Grécia por todos os parceiros europeu, mas também pelas imagens violentíssimas que passaram ao longo desta semana, em Atenas”. Tudo “fazia prever prever que vencesse uma campanha de medo”.

“A Europa esperava que este referendo provasse ao Syriza que já não tinha apoio e os gregos responderam de uma forma contrária”, afirmou a jornalista. “Eu penso que com este resultado dificilmente vão fazer do Syriza uma vacina e corre-se o risco de haver cada vez mais uma diabolização da União Europeia”.


Constança Cunha e Sá criticou as primeiras reações do governo alemão, que anunciou o corte das relações com a Grécia, depois de ter afirmado que as negociações retomariam após os resultados do referendo.

“Ou seja, ficamos a saber que, na Alemanha, as negociações só podiam progredir depois do referendo, mas que esse referendo tinha de dar sim, porque se não desse, não se pode negociar”, declarou, acrescentando que o comportamento da UE em relações à Grécia “já não é um tratamento entre parceiros, é entre inimigos sentados entre cantos opostos”.