O Ministério Público da Catalunha deu, nesta terça-feira, instruções a todos os corpos de polícia da região para impedirem o referendo de autodeterminação convocado pelo executivo regional, previsto para 1 de outubro e proibido pela justiça espanhola.

As diretrizes são dirigidas em particular à polícia regional catalã (Mossos d’Esquadra), que depende diretamente do Governo regional, que insiste na realização do referendo separatista.

Segundo uma nota enviada à imprensa, o Ministério Público dirigiu-se a “todas as forças da polícia”, isto é, Guardia Civil, Policía Nacional e Mossos d’Esquadra, para lhes dar instruções no sentido da necessidade de atuarem contra as autoridades, funcionários ou particulares, “com o fim de evitar que se cometam delitos”.

Os agentes de polícia irão adotar diretamente as medidas necessárias para apreender os meios ou instrumentos destinados a preparar ou organizar o referendo ilegal."

Entre as medidas, o Ministério Público destaca a apreensão de "urnas, boletins de voto, manuais para os membros das mesas, impressos eleitorais, propaganda eleitoral, elementos informáticos, assim como todo o material de difusão, promoção ou execução do referendo ilegal".

O presidente do Governo da Catalunha, Carles Puigdemont, pediu esta manhã às autoridades de Madrid para "deixarem em paz" os Mossos d'Esquadra, sublinhando que a sua prioridade é "velar pela segurança das pessoas" e não "retirar urnas".

Puigdemont voltou a assegurar que no próximo dia 1 de outubro haverá um referendo sobre a independência da Catalunha.