A família de Luke Somers, o fotojornalista norte-americano que foi sequestrado pela Al-Qaeda no Iémen, fez um apelo para que a organização «mostre misericórdia» e liberte o refém ocidental.

Num vídeo publicado no Youtube, a mãe, Paula Somers, dirige-se aos rebeldes: «Por favor, dêem-nos a oportunidade de ver o nosso Luke outra vez».

O apelo surge depois de a Al-Qaeda ter lançado, esta quinta-feira, um vídeo onde ameaça executar o fotojornalista de 33 anos, segundo o SITE, que monitoriza grupos terroristas. No vídeo não estarão especificadas as exigências do grupo, que apenas se insurge contra os bombardeamentos dos Estados Unidos.

Além da progenitora, também o irmão de Somers, Jordan, deixa uma  mensagem à organização, destacando a inocência do fotojornalista.
 

«O Luke é apenas um fotojornalsita. Não é responsável por nenhuma ação que o governo nore-americano tenha tomado», declara.





Luke Somers, que nasceu em Inglaterra mas que tem nacionalidade norte-americana, foi raptado em setembro de 2013 na capital do Iémen, Sana. O fotojornalista trabalhou para diversas organizações e órgãos de comunicação internacionais, como a BBC.

Os Estados Unidos revelaram, entretanto, que tentaram resgatar Somers o mês passado, numa operação onde outros reféns foram salvos, mas que «infelizmente, Luke não estava presente no momento da intervenção».

A operação, que juntou as forças norte-americanas e as iemenitas, ocorreu a 25 de novembro e conseguiu o resgate de seis cidadãos do Iémen e um refém egípcio. Sete membros da Al-Qaeda terão sido mortos.

A porta-voz do Conselho Nacional de Segurança norte-americano, Bernardette Meehan, adiantou que uma nova operação deverá ser conduzida em breve.

«O Presidente autoriza o departamento da Defesa a conduzir uma operação para resgatar Somers, logo que haja um plano operacional e estratégico delineado», declarou.