Separatistas pró-russos lançaram uma ofensiva, este sábado, para tentar conquistar a cidade portuária de Mariupol, no leste da Ucrânia, que terá causado pelo menos 30 mortos.

Segundo a agência Reuters, os rebeldes pró-russos dispararam rockets de longa distância para a cidade, que terão deixado outras 83 pessoas feridas.

Mariupol é uma cidade portuária junto ao mar Azov, perto da Crimeia (península anexada pela Rússia em março de 2014), vital para as exportações de ferro e cereais.

O líder dos rebeldes, Alexander Zakharchenko, já reivindicou a ofensiva, e classificou-a como uma homenagem a todos os que perderam a vida a lutar pela separação do resto do país.

«Hoje foi lançada uma ofensiva em Mariupol. Este é a melhor homenagem possível aos nossos mortos», disse Zakharchenko, segundo a agência russa RIA, num discurso em Donetsk.

O líder dos separatistas desta região disse, também, que existem planos para cercar a cidade de Debaltseve, a norte de Donetsk, nos próximos dias.

O presidente ucraniano Petro Poroshenko já anunciou que vai reunir o conselho de segurança no domingo para discutir a escalada de violência no leste do país, e que vai responder à ofensiva dos rebeldes.

«Nós preferimos a paz, mas aceeitamos o desafio inimigo. Vamos proteger o nosso território», disse Poroshenko num comunicado.

O presidente ucraniano acredita que a escolha de Mariupol não foi ao acaso e que será uma forma de os rebeldes tentarem ligar a Rússia à Crimeia por terra.

Os EUA e a União Europeia já condenaram o ataque e pedem à Rússia que use a sua influência sobre os rebeldes para travar a violência na região.