A República Centro Africana está «à beira do genocídio», afirmou esta quinta-feira o chefe da diplomacia francesa, em declarações ao canal de televisão pública France 2.

«É a desordem absoluta», acrescentou Laurent Fabius, defendendo uma ação urgente.

A ONU está a preparar-se para oferecer a possibilidade de intervenção nesse país «aos africanos e a França» através de uma resolução que será votada no início de dezembro, indicou.

Já o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, anunciou na quarta-feira uma ajuda de 40 milhões de dólares para a força militar liderada pela União Africana para fazer face à violência na República Centro Africana.

Esta ajuda, que terá ainda de receber luz verde do Congresso norte-americano, passa por equipamentos não-letais, formação e apoio logístico.

«Pensamos que atualmente a Misca [Missão internacional de apoio na República Centro Africana] é o melhor mecanismo para ajudar rapidamente a responder à violência em curso na República Centro Africana e evitar outras atrocidades», defendeu John Kerry em comunicado.

Já a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, defendeu hoje sanções contra os líderes da República Centro Africana.

A comunidade internacional deve «impor sanções aos autores da violência», defendeu Samantha Power na sua conta do Twitter.