O Presidente cubano, Raul Castro, declarou na sexta-feira que a linha dura de Washington para com Havana, decidida por Donald Trump, representa um “recuo” nas relações bilaterais, restabelecidas em 2015 após meio século.

Os anúncios feitos pelo atual Presidente (…) significam um recuo nas relações bilaterais”, disse Castro no final de uma sessão no parlamento cubano.

A poucos dias do segundo aniversário da reabertura da embaixada cubana em Washington, a 20 de julho de 2015, Raul Castro atacou no parlamento a política iniciada por Donald Trump que limita as viagens dos cidadãos norte-americanos a Cuba e impede negócios de empresas dirigidas por miliares cubanos, omnipresentes no setor do turismo.

“Perseguição política” contra Lula da Silva no Brasil

Raul Castro denunciou, ainda, na sexta-feira, aquilo que considera ser uma “perseguição política” ao antigo líder brasileiro Lula da Silva, que se vai candidatar às presidenciais de 2018, apesar de ter sido condenado a nove anos e meio de prisão.

“o camarada Luiz Inácio Lula da Silva, vítima de perseguição política e de manobras golpistas, exprimimos a nossa solidariedade face à tentativa de impedir a sua candidatura às eleições por desqualificação”, declarou Raul Castro no final de uma sessão no parlamento cubano.

“Lula, Dilma Rousseff (presidente destituída em 2016), o Partido dos Trabalhadores e o povo brasileiro terão sempre Cuba ao seu lado”, acrescentou.