Uma mulher de New Hampshire, nos Estados Unidos, continua a procurar os filhos que foram levados pelo pai há 30 anos. Ruth Parker oferece cerca de 22 mil euros a quem tenha informações sobre o paradeiro de Charles e William Vosseler que tinham apenas dois e quatro anos quando foram de férias com o pai, Charlie Vosseler, e nunca mais voltaram para casa.

Em 30 anos, as autoridades só estiveram perto de solucionar o caso numa oportunidade. Poucos meses depois do desaparecimento, uma mulher disse ter conhecido o pai das duas crianças em Syillwell, no estado de Oklahoma, e que Vosseler lhe disse que não queria falar da mãe dos meninos, porque “tinha morrido num acidente terrível”.

A testemunha descreveu que o suspeito usava bilhetes de identidade falsos para ele e para os filhos. Quando o FBI chegou a Stillwell, já Vosseler tinha abandonado a casa onde residia e o carro que se encontrava estacionado junto à habitação tinha ardido.

Um detetive privado, contratado por Ruth, revelou que Vosseler planeou o rapto durante meses. O suspeito removeu a mulher de titular das contas bancárias e suspendeu os pagamentos diretos do crédito que fizera para comprar o carro, com o objetivo de ter mais dinheiro para cuidar dos filhos longe da mulher.

Charles Vosseler, 30 anos depois de raptar os dois filhos

Em entrevista ao canal de televisão WKOW, Ruth Parker afirmou que, na década de 1980, os raptos feitos por parentes diretos eram desvalorizados e por isso só passados sete meses é que o FBI tomou conta das investigações.

Os investigadores acreditam que Parker foi escolhida para ser a mãe dos filhos de Vosseler, visto que trabalhava como bibliotecária, tinha uma boa educação e era inteligente. Vosseler foi casado duas vezes antes de casar com Ruth. A primeira mulher revelou aos investigadores que no momento do divórcio, o suspeito lhe disse que “tinha muita sorte em não terem tido filhos porque levá-los-ia com ele”.

Nos últimos anos, a polícia tem feito atualizações, através de retratos robô, que mostram a aparências dos rapazes – agora adultos. Para ajudar na investigação, Parker submeteu-se à recolha do ADN para que os dados permanecessem num banco de informações, onde os filhos poderiam, um dia, procurar um ADN compatível com o deles e assim descobrirem a sua mãe.

O filho mais velho, 30 anos depois do desaparecimento
William Vosseler terá agora 32 anos de idade

Ruth Parker confessou que a única maneira de lidar com a perda seria “ter um ataque cardíaco”, mas que para encontrar os filhos não pode ceder a doenças.

Tenho de trabalhar, lutar, procurar e fazer tudo o que for necessário”, acrescentou Ruth, confessando ainda que se encontrasse os filhos não os pressionaria a ter uma relação com ela, pois o pai “já os traumatizou o suficiente”.