Notícia atualizada às 21:50

Um jornalista norte-americano raptado em 2012, foi libertado, na Síria, este domingo, e entregue a responsáveis das Nações Unidas, informa a «Al Jazeera».

Peter Theo Curtis, terá sido sequestrado em Antakya, na Turquia, quando pretendia entrar em território sírio, em 2012.

Em junho, a «Al Jazeera» obteve um vídeo onde Curtis parecia estar de boa saúde. O jornalista de Boston garantia que tinha acesso a tudo o que precisava.

«Tudo tem sido perfeito, comida, roupa e agora até os amigos», declarava o jornalista, no filme.

A libertação de Curtis surge poucos dias depois da morte de James Foley, a 19 de agosto, por um membro do Estado Islâmico.

Foley, que foi raptado na Síria em 2012, foi decapitado por um jihadista e a sua morte foi registada num vídeo publicado na Internet.

No final do vídeo, o jihadista mostra um segundo jornalista norte-americano, identificado como Steven Sotloff, e ameaça diretamente o Presidente norte-americano, destacando que a vida do refém está nas mãos de Obama.

Entretanto, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, já confirmou a libertação de Curtis, garantindo que os esforços para libertar outros reféns vão prosseguir.

«Depois de uma semana marcada por uma tragédia indescritível [o assassínio do jornalista James Foley], estamos aliviados e agradecidos por saber que Theo Curtis está a regressar a casa após tanto tempo nas garras de Jabhat al-Nusra», congratula-se John Kerry, em comunicado.

«Durante dois anos, este jovem americano foi separado da sua família. Finalmente, regressará a casa», declarou Kerry, destacando que a mãe de Curtis «recusou baixar os braços e trabalhou incansavelmente para manter viva a esperança de que este dia pudesse ser uma realidade».

Dezenas de jornalistas foram dados como desaparecidos desde o início do conflito na Síria, em março de 2011.