A lista desenvolvida pela unidade de estudos da revista The Economist (no original, Economist Intelligence Unit), que dá a conhecer as melhores e as piores cidades para se viver num total de 140, apresentou este ano várias surpresas, mas o pódio continua intocável.

Foram avaliadas as variáveis de estabilidade, cuidados de saúde, cultura, ambiente, educação e infraestruturas numa escala de 100 e pelo sexto ano consecutivo, a cidade de Melbourne, na Austrália, foi considerada o melhor lugar para se viver, obtendo uma avaliação de 97.5.

Bem perto da cidade vencedora, encontra-se a capital da Áustria, Viena, que obteve uma avaliação de 97.4. A cidade canadiana de Vancouver manteve-se no terceiro lugar, com uma avaliação igual em relação a 2015.

Terrorismo abala Europa ocidental

Embora se tenham registado algumas melhorias na avaliação das cidades mais confortáveis, há um lado menos bom nesta lista. O terrorismo e o registo de outros conflitos fizeram com que países que eram considerados seguros perdessem essa “medalha”.

De acordo com a análise, dez cidades da Europa ocidental viram cair a sua posição no ranking: Berlim, Oslo, Bruxelas, Paris, Frankfurt, Luxemburgo, Zurique, Genebra, Roma e Lisboa eram cidades que se apresentavam como muito seguras, mas que agora viram esse parâmetro interferir na avaliação final.

No caso de Paris, a avaliação desceu 3.7% como consequência do alerta máximo de segurança, emitido depois dos atentados de novembro de 2015. Tal como a capital francesa, também Atenas, Caracas e São Petersburgo se encontram nas 10 cidades que mais caíram em relação ao último ano.

Embora o top cinco das cidades não tenha mudado, o ano passado viu uma instabilidade crescente em todo o mundo, causando volatilidade nas avaliações de muitas cidades”, pode ler-se no relatório sumário.

Síria e Líbia no final da tabela

Como se esperava, a capital da Síria, Damasco, ocupa a última posição do ranking com uma avaliação de 30.2, logo depois de Tripoli, capital da Líbia, com 35.9.

No meio de um cenário de descidas, também se registaram melhoramentos na avaliação de algumas cidades. A capital do Irão, Teerão, que beneficia dos laços que tem promovido com o ocidente, depois de anos de sanções, subiu 5% em relação aos últimos cinco anos.

Também o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, subiu 4.6% e a capital do Zimbabwe, Herare, melhorou 4.4%, embora se mantenha entre as 20 piores cidades.

As 10 melhores cidades para se viver:

1. Melbourne, Austrália

2. Viena, Áustria

3. Vancouver, Canadá

4. Toronto, Canadá

=5. Calgary, Canadá

=5. Adelaide, Austrália

7. Perth, Austrália

8. Auckland, Nova Zelândia

9. Helsínquia, Finlândia

10. Hamburgo, Alemanha

 

As 10 piores cidades para se viver:

131. Kiev, Ucrânia

132. Douala, Camarões

133. Harare, Zimbabwe

134. Karachi, Paquistão

135. Argel, Argélia

136. Port Moresby, Papua-Nova Guiné

137. Dhaka, Bangladesh

138. Lagos, Nigéria

139. Tripoli, Líbia

140. Damasco, Síria