A Coreia do Norte está preparada para dar resposta nuclear a qualquer ataque nuclear, disse este sábado em Pyongyang o número dois do regime, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter recentemente prometido “tratar” do “problema” norte-coreano.

Estamos prontos para responder a uma guerra total por uma guerra total, e estamos preparados para responder a qualquer ataque nuclear com um ataque nuclear à nossa maneira”, afirmou Choe Ryong-Hae durante uma cerimónia realizada antes do desfile militar organizado para comemorar o 105.º aniversário do nascimento do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-Sung.

Kim Jong-un presidiu ao desfile organizado para celebrar o "Taeyangjeol" ("Dia do sol"), o aniversário de Kim Il-sung, avô do atual líder norte-coreano e considerado o fundador da Coreia do Norte, o primeiro líder da dinastia que controla o país há mais de 70 anos.

O exército da Coreia do Norte organizou hoje um desfile de grande escala em Pyongyang para celebrar o aniversário do nascimento do fundador, uma demonstração do músculo militar numa altura de elevada tensão com Washington.

Tropas e equipamentos militares desfilaram, como é tradição, na praça Kim Il-Sung, epicentro da capital norte-coreana.

Nesse desfile, a Coreia do Norte mostrou vários mísseis balísticos, incluindo um possível novo projétil de alcance intercontinental.

O regime fez desfilar pelo centro de Pyongyang, e sobre camiões, um tipo de projétil nunca antes exibido em público e que poderá ser um novo míssil balístico intercontinental (ICBM) de combustível sólido, escreve a agência Efe.

Peritos na matéria estão a analisar as caraterísticas deste novo projétil que, advertem, poderá ser falso, já que não é a primeira vez que o regime exibe em desfiles maquetas falsas de mísseis que está a desenvolver.

 

Pequim quer ajuda da Rússia para “apaziguar situação”

A China quer colaborar com a Rússia para “ajudar a aliviar a situação (da Coreia do Norte) o mais rápido possível”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, ao seu homólogo russo Sergueï Lavrov.

O objetivo comum dos nossos dois países é fazer voltar todas as partes à mesa das negociações”, disse Wang durante uma conversa telefónica com Lavrov na noite de sexta-feira, segundo comunicado divulgado na página de Internet do ministério.

O chefe da diplomacia chinesa disse que “a China está preparada para se coordenar estreitamente com a Rússia para ajudar a acalmar a situação na península e encorajar as partes envolvidas a retomarem ao diálogo”.