Seis aviões militares, incluindo dois bombardeiros norte-americanos, sobrevoaram a península coreana na noite de terça-feira e realizaram um simulacro de disparo, numa demonstração de força face à Coreia do Norte.

Segundo as Forças Aéreas do Pacífico (PACAF) dos Estados Unidos, dois bombardeiros estratégicos B-1B sobrevoaram as águas da costa oriental da península coreana.

Além dos bombardeiros norte-americanos, também dois caças F-15K da Coreia do Sul e dois do Japão participaram no ensaio.

Voar e treinar durante a noite com os nossos aliados de forma segura e eficaz é uma importante capacidade partilhada entre os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul e melhora a destreza tática dos aviadores de cada nação. Esta é uma clara demonstração da nossa capacidade para realizar operações sem interrupções com todos os nossos aliados em qualquer altura e em qualquer lugar", justificou o Centro de Operações Aéreas norte-americanas.

Pyongyang ainda não reagiu aos exercícios militares.

Este simulacro teve lugar no mesmo dia em que Donald Trump "se reuniu com membros da sua equipa de segurança nacional" e foi informado sobre as possíveis estratégias pelo secretário da Defesa, James Mattis, e pelo chefe do Estado-Maior Conjunto dos militares norte-americanos, o general Joseph Dunford, informou a Casa Branca.

A reunião "centrou-se numa série de opções para responder a qualquer forma de agressão por parte da Coreia do Norte ou, se for necessário, para impedir que a Coreia do Norte ameace os Estados Unidos e os seus aliados com armas nucleares", especifica um comunicado divulgado.

A resposta norte-americana acontece depois de, no domingo, Kim Jong-un, ter voltado a defender o desenvolvimento do seu "valioso" programa nuclear para fazer frente às ameaças dos Estados Unidos.