O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, defendeu esta sexta-feira a interdição parcial da burca - uma veste muçulmana que tapa o corpo todo, incluindo os olhos, apresentando uma rede para permitir a visão. O governante apelou ao debate sobre o assunto, justificando a medida como uma questão de integração.

Após uma reunião com os dirigentes regionais que fazem parte da coligação governamental, o ministro alemão disse que todos os intervenientes se mostraram a favor da interdição parcial da burca, o véu integral utilizado pelas mulheres islâmicas.

“Nós somos a favor da rejeição da burca. Concordamos sobre a necessidade de introdução de medidas legais que provem que mostrar o rosto é importante para a nossa sociedade: quando se conduz um automóvel, em repartições públicas, nas escolas, nas universidades, nos serviços públicos, nos tribunais”, disse Thomas de Maizière ao canal de televisão ZDF, após a reunião em Berlim.

Se a medida for implementada, Berlim segue as pisadas de outros países europeus.

Em França, por exemplo, a proibição foi determinada no antigo governo de Nicolas Sarkozy, em 2010. O governo francês considerou que a utilização da burca ou do niqab - que deixa apenas os olhos à vista -, era não só uma afronta aos princípios seculares do Estado, como um ato degradante para as mulheres. 

E depois de uma mulher francesa e muçulmana ter processado o seu país, alegando a falta de liberdade religiosa, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem manteve a proibição.

Mais recentemente, em maio, a Holanda também decidiu proibir o uso da burca nos edifícios e transportes públicos do país. Em Haia, a interdição do uso do véu integral foi justificada com o argumento da segurança.