Num fim-de-semana em que muitos caminhos vão dar a Roma, outros conduzem à Ucrânia.

É o caso do primeiro-ministro ucraniano, que visitou o Papa Francisco, mas não pôde ficar para a canonização, regressando a Kiev devido à situação interna no seu país. Apesar da grave crise em mãos, o chefe do governo provisório ucraniano esperava poder assistir na cidade do Vaticano à dupla canonização de domingo.

Ciente da tensão e do perigo que pairam sobre a Ucrânia, o Papa Francisco ofereceu-lhe uma caneta, dizendo esperar que esta sirva para assinar a paz. Porém, a única coisa que Yatsenyuk assina para já, são as denúncias ao comportamento da Rússia.

O primeiro-ministro interino teve de regressar a Kiev quando se soube que os separatistas pró-russos no leste tinham tomado como reféns observadores enviados pela organização de segurança e cooperação na Europa (OSCE).

São oito observadores que os separatistas de Slaviansk aprisionaram na sexta-feira, oriundos da Alemanha, Suécia, República Checa, Dinamarca, Bulgária ou Polónia e que os pró-russos acusam de serem espiões da NATO.

Os separatistas admitem uma troca de prisioneiros com as autoridades de Kiev.

A Rússia, que é membro da OSCE, disse apoiar os esforços para conseguir a libertação dos observadores, que o governo ucraniano diz que estão a ser usados como escudos humanos pelos separatistas.

Isto, no mesmo dia em que o governo de Kiev denunciou a violação do seu espaço aéreo por aeronaves russas por sete vezes.