Nadezhda Tolokonnikova, membro das Pussy Riot, está a caminho de um campo de trabalho «na região de Krasnoïarsk, na Sibéria Oriental, na localidade de Nijni Ingach, a 4400 quilómetros de Moscovo», revelou a AFP, que cita o Twitter do marido da jovem, Pyotr Verzilov.

Segundo a agência noticiosa, a jovem «foi exilada para o fundo da Sibéria. É uma punição pelo impacto da sua carta» que denunciava as más condições da prisão onde se encontrava. A ativista, que faz 24 anos na quinta-feira, «vai festejar o seu aniversário numa célula de isolamento numa parte qualquer da região de Krasnoïarsk», lamentou o seu marido.

O paradeiro de Nadezhda Tolokonnikova era desconhecido há duas semanas e só foi divulgado depois de o marido da ativista ter apelado aos protestos no passado sábado. Os serviços prisionais da Rússia emitiram um comunicado a afirmar que a jovem não está desaparecida e foi transferida da na colónia prisional da Mordóvia (a 445 km de Moscovo) para outra prisão, cuja localização só será conhecida num prazo de 10 dias através de um comunicado enviado à família.

Tolokonnikova fez duas greve de fome em protesto contra os maus-tratos e, segundo a AFP, terá sido transferida a 21 de outubro para outro local.

Segundo o Telegraph, os possíveis destinos incluem as prisões de Krasnoyarsk (Sibéria) e de Chelyabinsk (nos Urais), local onde a BBC diz que a ativista foi sido vista no dia 24 na estação ferroviária.