Os ativistas angolanos detidos desde junho poderão ir para casa na sexta-feira, depois do Ministério Público ter apresentado um requerimento a solicitar o fim da prisão preventiva dos activistas substituindo-a com a prisão domiciliária, noticia o jornal Rede Angola.

Segundo aquela fonte, a solicitação baseia-se na Lei de Medidas Cautelares, aprovada no dia 18 de setembro, que entra em vigor na sexta-feira.

No requerimento, o MP refere que os 15 ativistas “estão proibidos de manter contacto uns com os outros e também proibidos de manter contacto com os membros do Governo de Salvação Nacional”.

Dia 18, os réus deverão estar presentes no Tribunal Provincial de Luanda para conhecerem a decisão do juiz Januário Domingos.

De acordo com o advogado de defesa, David Mendes, a lei ainda não entrou em vigor e o MP não podia ter apresentado este requerimento agora, o que o leva a suspeitar da intenção do MP.

"Quando a esmola é muita, o pobre desconfia", afirmou mesmo o advogado, situação que gerou desconforto entre os advogados e o Ministério Público, uma vez que o juiz não queria assentar em ata a preocupação da defesa.

O Ministério Público ameaçou mesmo o advogado Walter Tondela, dizendo que este devia ser julgado por desobediência ao tribunal, por não aceitar  calar-se quando solicitado.