As forças do Estado Islâmico mataram mais de 670 pessoas que estavam detidas num estabelecimento prisional em Mossul, no Iraque, a 10 de junho. O crime foi divulgado pela responsável das Nações Unidas para os direitos humanos, Navi Pillay, esta segunda-feira.

Os prisioneiros terão sido levados para uma área remota, onde foram assassinados por não serem de etnia sunita, segundo as declarações dos sobreviventes, citadas por Navi Pillay.

A responsável das Nações Unidas condenou os crimes da organização islamita, que classificou como «terríveis e difundidos» pelo mundo.

«Estes crimes a sangue frio, sistemáticos e que resultam na morte intencional de civis por causa de questões religiosas poderão ser considerados crimes de guerra e crimes contra a humanidade», afirmou Pillay em Genebra, Suíça.

A notícia do massacre surge poucos dias depois da morte do jornalista norte-americano James Foley, a 19 de agosto, por um membro do Estado Islâmico. Foley foi decapitado e a sua morte gravada num vídeo divulgado na Internet.



O ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria já declarou que o país está pronto para cooperar quer a nível local, quer a nível internacional, na luta contra o Estado Islâmico, que atua em regiões da Síria e do Iraque.

Walid al-Moualem considera que os ataques aéreos não são suficientes para travar os radicais e acrescentou que qualquer ataque que não seja coordenado com o governo sírio será considerado uma agressão.