Sem imagens paradisíacas ou modelos nuas, o calendário mais aguardado do ano mudou de estratégia e apresenta na sua edição de 2016 mulheres que dificilmente serão consideradas objeto de desejo.
   
Depois de Steven Meisel ter fotografado supermodelos brasileiras (a maior parte) e uma modelo “plus” em 2015, Annie Leibovitz é a fotógrafa escolhida para o Calendário Pirelli 2016, feito de 12 mulheres fisicamente “reais” mas intelectualmente fortes, com carreiras de sucesso. Uma seleção para a qual a própria fotógrafa norte-americana contribuiu.
   
Apenas uma modelo, que curiosamente foi “fevereiro” em 2015 e tem aparecido com regularidade no calendário, faz parte da escolha de 2016. Trata-se da supermodelo russa Natalia Vodianova, de 33 anos, o rosto por trás da Naked Heart Foundation, uma fundação que angaria dinheiro para parques infantis inclusivos na Rússia e que é uma defensora acérrima para a igualdade de tratamentos das pessoas com deficiência no seu país.
 
As duas únicas mulheres que surgem seminuas são a tenista Serena Williams e a atriz Amy Schumer. A primeira, de 33 anos, é a número um mundial e por muitos considerada a maior tenista de sempre; a segunda, de 34, é comediante, autora, produtora, realizadora e atriz em ascensão.
 
As fotografias foram tiradas em estúdio, a preto e branco, e contam ainda com Yoko Ono (82 anos), artista e viúva de John Lennon, que bateu o recorde de Sophia Loren como a mulher mais velha a fazer parte do Calendário Pirelli.
 
A autora Fran Lebowitz (64 anos), a escritora e editora Tavi Gevinson (19), a realizadora e argumentista Ava DuVernay (43), a atriz Yao Chen (35), a cantora Patti Smith (68), a filantropista Agnes Gund (77), a produtora de cinema Kathleen Kennedy (62) e a empresária Mellody Hobson (46) são as restantes "modelos".
 
Os dois últimos calendários Pirelli:



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