No início de fevereiro, o Estado Islâmico divulgou um vídeo que mostrava a morte de um piloto jordano feito refém pelo grupo extremista, queimado vivo dentro de uma cela.


 
Vistas as imagens chocantes, dois meses depois ficamos a saber que é um português que alegadamente está por detrás da câmara, a filmar a morte.
 
De acordo com o jornal britânico Daily Mail desta quinta-feira, trata-se de Fábio Poças, um jovem de 22 anos que emigrou para Londres para ser jogador de futebol e acabou por se juntar aos jihadistas.
 
A identidade foi revelada aparentemente por um chefe do Estado Islâmico no Twitter. O líder do Estado Islâmico terá elogiado, segundo o jornal britânico, “Fabio Kabios”, que foi o “fotógrafo” da morte do “piloto Kasasbeh”.

O correspondente da CNN na Turquia já deu também a notícia.
  Ao jornal Expresso, o português nega, no entanto, o "envolvimento neste caso". 

Não é a primeira vez que o nome de Fábio Poças aparece ligado às mortes do Estado Islâmico. Em finais de janeiro, a agência ANSA divulgava uma fotografia alegadamente do português, que, embora de cara tapada, teria sido reconhecido pelo sotaque luso.
 
Fábio Poças jogou no UK Foortball Finder FC durante dois anos. O anúncio de que se teria juntado ao Estado Islâmico, na Síria, deixou um membro do clube, “chocado”, como revela uma reportagem da BBC. Fábio chegou a Londres em 2012 vindo das camadas jovens do Sporting.
 
A presença de ocidentais nas fileiras do Estado Islâmico, incluindo portugueses, não é ignorada pelas autoridades. No início de abril foram emitidos cinco mandados de captura internacionais para portugueses suspeitos de ligações aos jihadistas.