Um museu suíço afirmou esta segunda-feira que aceitará albergar um espólio de cerca de mil obras de arte acumuladas durante a era nazi, comprometendo-se a devolvê-los aos donos legítimos.

A decisão foi anunciada numa conferência de imprensa em Berlim e abrange pinturas e desenhos de valor inestimável de Picasso, Monet, Chagall e outros mestres que foram descobertos por acaso, em 2012, no apartamento de Munique de Cornelius Gurlitt.

Gurlitt, que morreu no maio passado aos 81 anos, era filho de um comerciante de arte encarregado pelo líder nazi, Adolf Hitler, de ajudar à pilhagem de grandes obras de museus e colecionadores judeus, muitos dos quais morreram nas câmaras de gás.