Seis ativistas da Greenpeace ocuparam uma plataforma de petróleo da Shell no oceano Pacífico. O grupo pretende acampar na plataforma «Polar Pioneer» de 38 mil toneladas, a cerca de 1200 quilómetros a norte do Havai, onde chegaram através de barcos insufláveis. A ação, que pretende alertar para exploração do Ártico, até já tem uma hashtag: #TheCrossing.

Uma das ativistas, Alihay Field, partilhou o feito no Twitter e deixou um apelo.

«Conseguimos! Estamos na plataforma da Shell. E não estamos sozinhos. Todos podem ajudar a transformar isto numa plataforma para o poder das pessoas» escreveu no microblog.

 
Outro dos ativistas, Johno Smith, acrescentou que o ambiente deve ser protegido para as futuras gerações e que a exploração da Shell põe em causa o futuro da humanidade.

«Estamos aqui para chamar a atenção porque em menos de 100 dias a Shell vai ao Ártico fazer novas perfurações. Este ambiente limpo deve ser protegido para as futuras gerações. Mas em vez disso, as ações da Shell estão a provocar o degelo e a aumentar o cenário de catástrofe causado pelo homem.»


Os ativistas são dos EUA, da Alemanha, Nova Zelândia, Austrália, Suécia e Áustria e além de terem mantimentos para vários dias podem comunicar com o exterior, segundo explicou a Greenpeace, em comunicado.

Um porta-voz da Shell, Kelly op de Weegh, confirmou e criticou duramente a ação do grupo.

«Podemos confirmar que ativistas da Greenpeace embarcaram ilegalmente na Polar Pioneer, contratada pela Shell, colocando em risco não só a segurança da tripulação a bordo, como também a dos próprios manifestantes.»