Coexist, uma empresa em Bristol, no Reino Unido, é a primeira no país a introduzir a licença menstrual, medida que consiste numa licença mensal paga para as mulheres que sofrem de dores menstruais.

Em declarações ao "The Guardian", Bex Baxter, uma das diretoras da empresa, afirmou considerar que o desempenho profissional é afetado pelas dores menstruais e revelou que a medida surge com o objetivo de promover um "ambiente mais saudável, feliz e produtivo". 

A empresa, constituída principalmente por mulheres, acredita que a introdução desta medida é uma mais-valia para o universo laboral ao terminar com os tabus associados ao tema, uma vez que existem muitas mulheres a sofrer em silêncio no local de trabalho. 

As mulheres sentem-se envergonhadas por precisarem de tempo nesta altura, muitas vezes sentam-se à secretária em silêncio sem quererem assumir que precisam desse tempo"

Bex Baxter acrescenta ainda que serem os primeiros a tomar esta iniciativa no país vai fazer com que outras empresas sigam o exemplo da Nike que, em 2007, introduziu a licença menstrual e fez com que os seus parceiros assinassem um memorando a garantir que seguem os procedimentos da empresa.

No entanto, este é um tema que gera controvérsia e divide opiniões. Algumas pessoas afirmam que a licença menstrual é discriminatória e outras consideram que é uma necessidade médica - há já estudos que comprovam que 90% das mulheres sofrem com dores na altura da menstruação.

As licenças menstruais pagas estão já incorporadas em alguns países orientais como o Japão - desde 1947 - a Coreia do Sul, Indonésia e China, que mediante apresentação de um atestado médico ou quando vistas por um médico podem tirar um ou dois dias.

A ideia chegou a ser proposta pela Rússia, em 2013, mas não avançou, pelo que atualmente não existem outros países ocidentais com a licença em vigor.